Waltz #4

É tudo tão simples… mas adoramos complicar. Insegurança é algo realmente inconveniente.

Temos de assumir a nossa existência o mais amplamente possível; tudo, até mesmo o impensável, tem de ser possível. No fundo é esta a única coragem que nos é pedida; ter coragem para o mais estranho, o mais singular e o mais inexplicável que possamos encontrar. O fato de a humanidade ter sido cobarde neste sentido fez muito mal à vida; as experiências a que chamam visões, o todo dito mundo-espiritual, a morte, todas estas coisas que nos estão tão próximas, têm diariamente sido tão afastadas da vida que os sentidos com que as podíamos agarrar estão agora atrofiados. (…) Pois não é apenas a inércia a responsável pela repetição das relações humanas, indiscritivelmente monótonas e iguais; é a timidez perante qualquer tipo [de] experiência nova e imprevisível com a qual não nos sentimos capazes de lidar. Mas só alguém que está pronto para tudo, que não exclui nada, nem mesmo a coisa mais enigmática, viverá a relação com o outro como algo vivo que sairá dele próprio [e] da sua existência. Pois se pensarmos nesta existência do indivíduo como um quarto maior ou menor, parece evidente que a maioria das pessoas aprendem a conhecer apenas um canto do seu quarto, um lugar junto à janela, um pedaço de chão no qual andam de trás para a frente. Assim sentem alguma segurança. E, no entanto, essa insegurança perigosa é muito mais humana (…). E se ao menos arranjarmos a nossa vida de acordo com esse princípio que nos aconselha a agarrar aquilo que é difícil, então aquilo que nos parece agora tão estranho tornar-se-á algo em que confiamos e que consideramos mais fiel. (…)
De forma que, caro Sr. Kappus, não deve ter medo, se a tristeza cresce de uma forma que você nunca sentiu (…). Tem de pensar que algo lhe está a acontecer, que a vida não o esqueceu, que o mantém nas suas mãos; não o deixará cair. Por que deseja afastar da sua vida qualquer agitação, qualquer dor, qualquer melancolia, já que desconhece o que estes sentimentos trabalham para si? Por que deseja atormentar-se com a questão se tudo isto vem para onde é preciso? Uma vez que sabe que se encontra no meio de uma transição e nada mais queria do que uma mudança… Se existe algo de mórbido no seu desenvolvimento, lembre-se que a doença é o meio pelo qual o organismo se liberta de algo estranho; assim, devemos ajudar a doença, de forma a tomá-la toda e cortar com ela, pois assim é o progresso. Em si, caro Sr. Kappus, tanto está a acontecer; tem de ser paciente como um doente e confiante como um convalescente; pois talvez seja ambos. E mais: você é também o médico, que tem de o vigiar. Mas há, em todas as doenças, muitos dias em que o médico nada mais pode fazer do que aguardar. E é isso que você, na medida em que é o seu médico, deve agora fazer.

(Rainer Maria Rilke – CARTAS A UM JOVEM POETA)

CategoriasUncategorized

Waltz #3

Lei de Ferro.
Rei do clichê e mestre das contradições.
Segredos sempre arrumam um jeito de serem descobertos.
Whisky e cigarros por favor… e depois um top sundae de chocolate.
Reclamar de tanto reclamar de tanto reclamar de tanto reclamar.
Um expresso por favor. Mais um. (é sem açucar infeliz!)
Trabalha, trabalha, trabalha.
Dinheiro, dinheiro, dinheiro.
Troca de interesses. Troca de interesses. Troca de interesses.
… o ópio do povo.
Hã?!?!?!
… melhor não procurar.
“hi, my name is bob. – hi bob!”.
Me dá um real?
Não é meu.
Mais um cigarrinho.
Só estou aqui porque disseram que ele ia se esborrachar no chão.
Achei!!!!!!!
…zzZZZzzzzZZzzzZZZZZZZzzzzzzz

CategoriasUncategorized

outsourcing #1

setembro 2, 2009 3 comentários

Como descrito abaixo. Momento de boréstia para escrever. A solução é terceirizar.

Pensem macacos, pensem!

CategoriasUncategorized

off #1

Ultimamente sem criatividade e sem inspiração. Geralmente nos momentos de “luz” encontro-me sem papel e caneta e simplesmente esqueço. Então vou deixar um link do primeiro fã do blog:http://www.naosalvo.com.br/vc/wp-content/uploads/2009/09/tattoo96.jpg da pagina -> http://www.naosalvo.com.br/vc/10-pessimas-tatuagens-de-comida/#more-6466.

CategoriasUncategorized

Waltz #2

agosto 27, 2009 1 comentário

“Pensamentos positivos atraem coisas positivas”. (…) O imbecil que disse essa besteira é um tremendo desocupado! Apenas ações positivas atraem coisas positivas. Uma pessoa que só pensa merda fica com o radar ligado e consegue captar com facilidade as desgraças ao seu redor.

É muito difícil tomar atitudes e mudar (para melhor) o meio que vive quando se está aconchegado a rotina. Como sempre digo, não sabemos o queremos, no máximo achamos o que queremos. Quando o caminho é extenso, o melhor é abaixar a cabeça e fazer, pois ficar pensado na estrada que há para percorrer não é muito motivador.

Hoje reparei como o mundo é carente. As pessoas só querem ser ouvidas. Um morador de rua me pediu uns trocos e eu neguei, mas ofereci dois cigarros: “tome. Fume um agora e guarde o outro para mais tarde”, logo depois ouvi um resumo da vida desse senhor. Um aceno com a palma da mão para o alto um “vá com deus” e um sorriso (jamais sorriria naquela situação e na pele daquele homem). O cigarro socializa pessoas. Encontrei um funcionário de um bar que frequento e notei aquela expressão de velório: “o que foi rapaz? Que cara é essa?”. Aquela expressão parece um padrão quando uma pessoa está quase que suplicando por um pouco de atenção. Não que contar os problemas resolva alguma coisa, mas de alguma forma alivia.

Conclusão: todo mundo tem a faca e o queijo na mão, só lhe restam a coragem. A preguiça contamina. Acredito que a pessoa não foi feita para viver sozinha e ter alguém, para vencer a preguiça, é a essência.

CategoriasUncategorized

Waltz #1

Graças a influencia de certo amigo, pude colocar em prática parte de uma de suas ideologias. Felicidade é instantânea. Depois de um dia cheio de desgraças, uma brilhante idéia. Uma loja de motos. Mesmo não tendo dinheiro, mesmo acabando de entrar numa maldita dívida de seis meses: “vou dar uma olhada nas motos”. Muito bom ser bem atendido e ser paparicado. Dinheiro! O dinheiro trás felicidade, preserva a saúde e mantém a mente ocupada com coisas mais agradáveis. (…), mas se eu tivesse a grana para comprar aquela moto foda? Quanto tempo iria durar a minha felicidade? Eu encontraria outra coisa para me fazer feliz no momento que eu me sentisse enjoado. Viajar? Conhecer alguém? Comprar outra moto? O negócio é: o dinheiro bastante na tomada de decisão.

Outra coisa importante é tem em quem confiar. Uma pessoa já é o bastante, mas ela deve existir sempre. Péssimo pensar que tudo é feito por interesse.

Não aguento mais essa cabeça que só funciona para filosofia barata (se pelo menos desse para comprar aquela moto com filosofia barata). Primeiro arriscar algo que retorne dinheiro e logo em seguida algo para autocompletar. No mundo do desenvolvimento de software a letra J de uma forma ou de outra está presente. Vamos ver o que eu aprenderei sobre Java amanhã. Minha fonte inicial de dinheiro de verdade. Qual deve ser o resultado de um dia vivido sem preguiça? (…), mas só de pensar naquela quantidade de coisas IDIOTAS para fazer bate um desânimo.

CategoriasUncategorized

Piloto

agosto 26, 2009 2 comentários

Minha memória está uma bosta. Minha concentração está pior. Dia nada proveitoso, apenas leitura. Tudo se repete… dia a dia. Acordar, fingir que se trabalha, almoçar com os amigos e reparar as suas diferenças, voltar ao fingimento do trabalho, inventar algo para distrair a cabeça após o expediente, ir para casa dormir.

Ciência, filosofia, matemática e até mesmo religião (por que não?). É muito fácil se apaixonar por qualquer uma dessas coisas e suas variantes. Por que é tão difícil criar algo novo? “pegue algo que goste e faça dela a sua vida”. A cada dia vai aparecendo algo mais interessante que o anterior e elas vão se repetindo e novamente achamos atraente aquela idéia de seis meses atrás que já havíamos deixado de lado, mostrando de forma bem clara que nós não sabemos o que queremos. Exemplo clássico dos insetos e a luz da lâmpada, se não noite seguinte a lâmpada for trocada, serão atraídas da mesma forma.

Hoje li sobre telecinésia e parei quando não consegui mover a caneta. Li sobre a grande possibilidade de não estarmos sozinhos no universo, mas parei quando estava na hora de dar a descarga.

Por mais simples que seja, o que mantém firme a pessoa ao seu objetivo? Necessidade ou vaidade? Prazer ou arrogância? Satisfação pessoal ou um forte contra a crise existencial?

Se realizarmos os nossos sonhos mais impossíveis e descobrirmos que não era o bastante? Estou perdendo uma das qualidades que eu mais gostava em mim: a simplicidade.

CategoriasUncategorized
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.